14.10.2013 | 09:50 | EDUCAÇÃO [voltar]   [inicial]
Professores não chegam a acordo e continuam em greve
Goiasnet.com
Ampliar foto

Atualizada às 12h03

Professores da rede municipal de educação decidiram em assembleia na Câmara Municipal de Goiânia, permanecer com a greve e a ocupação no prédio do legislativo municipal. Na manhã desta segunda-feira (14), os representantes dos professores se reuniram com procuradores, vereadores e com a secretária de Educação, Neyde Aparecida, mas não chegaram a um acordo e por isso ficou marcada uma nova reunião para amanhã na Secretaria Municipal de Educação (SME).

Os professores estão irredutíveis sobre a questão do auxílio locomoção, razão pela qual os grevistas decidiram ocupar a Câmara, já que são contra a emenda do projeto que previa que todos os professores com carga horária de 30 horas semanais recebessem o benefício de locomoção no valor de R$ 319, divididos em três níveis de auxílio, com valores que variam conforme a carga horária de trabalho. Os valores estabelecidos no projeto são de R$ 133,30 para 20 horas semanais, R$ 200 para 30 horas semanais e de R$ 266,60 para 40 horas semanais.

Parados há 20 dias e ocupando o prédio do legislativo municipal há seis dias, a Justiça já determinou a desocupação do plenário, mas os grevistas se recusaram a receber o ofício. Na última quarta-feira (9), o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) aceitou o pedido de reintegração de posse feito pela diretoria da Câmara Municipal e determinou que os cerca de 300 professores acampados deixem o local. A juíza Jussara Cristina Oliveira Lousa, da 3ª Vara da Fazenda Pública Municipal e de Registros Públicos, informou que a retirada dos grevistas deve ser feita “de forma pacífica, comedida e moderada, sem uso de violência ou qualquer outro meio que possa colocar a integridade física dos ocupantes em risco."

Eles querem negociar o benefício de transporte para todos os professores e auxiliares educativos, o fim do parcelamento da data-base, o enquadramento dos auxiliares educativos como funcionários do magistério e melhores condições de trabalho.

A greve contraria a decisão da desembargadora do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) Beatriz Figueiredo Franco, que determinou, por meio de uma liminar, a suspensão da greve e retomada das aulas.

Siga o GOIASNET no Twitter